Grupo Shimano:

Compreender as diferenças entre Shimano 105, Ultegra ou Dura-Ace.

Grupo Shimano: 105, Ultegra ou Dura-Ace, que nível de desempenho escolher?

A transmissão é o coração pulsante da sua bicicleta. Não se limita a mudar as velocidades: define a reatividade da sua máquina, o peso global e a precisão da sua pilotagem.

Escolher o seu grupo é arbitrar entre fiabilidade, peso e velocidade de execução.

Na Shimano, a hierarquia é clara, mas as fronteiras tecnológicas reduzem-se, tornando a escolha cada vez mais estratégica consoante a sua prática.

A referência da relação qualidade/preço

Shimano 105

O 105 é o grupo mais popular do mundo. Considerado durante muito tempo como a entrada de gama técnica, beneficia hoje das tecnologias "Trickle-down" (herança das gamas superiores).

Pontos fortes: Uma fiabilidade a toda a prova e um custo de manutenção reduzido. As peças de desgaste (corrente, cassete) são significativamente mais baratas do que nas gamas superiores.

Tecnologia: Agora disponível em Di2 (elétrico 12 velocidades) ou em mecânico 12 velocidades. Oferece uma potência de travagem idêntica ao Ultegra.

Para quem? Os cicloturistas, os iniciantes ambiciosos e os praticantes regulares que privilegiam a durabilidade em detrimento do ganho de peso.

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A escolha dos competidores

Shimano Ultegra

É o grupo "pro" acessível. O Ultegra oferece o mesmo desempenho puro que o Dura-Ace, com alguns gramas adicionais.

Pontos fortes: Uma velocidade de mudança de relação instantânea e um peso otimizado. A transição para o Di2 nesta gama é exclusivamente eletrónica nas últimas gerações (R8100).

Tecnologia: Integra a tecnologia Hyperglide+ para mudanças de velocidade fluidas, mesmo em plena pressão sob carga.

Para quem? Os ciclistas de competição, os apaixonados por bom material e aqueles que procuram o melhor equilíbrio entre desempenho de alto nível e orçamento controlado.

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A excelência sem compromissos

Shimano Dura-Ace

É o topo da pirâmide, utilizado pelo pelotão profissional mundial. Aqui, cada detalhe é otimizado para a vitória.

Pontos fortes: Peso pluma (utilização massiva de carbono e titânio) e estética premium. É o grupo mais rápido e mais leve da marca.

Tecnologia: Acabamento dos componentes ultra-preciso para minimizar as fricções. Ergonomia dos manetes otimizada para um controlo máximo.

Para quem? Os competidores de alto nível, os caçadores de cols (Weight Weenies) e aqueles para quem só o melhor conta.

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Perguntas frequentes

Qual é a diferença de peso real entre um grupo Ultegra e um Dura-Ace?

Num grupo completo (Di2 Disc), a diferença é de cerca de 250 a 300 gramas. Este ganho situa-se principalmente no pedal, na cassete (titânio no Dura-Ace) e nos calibres de travão.

As cassetes e correntes são intercambiáveis entre as gamas?

Sim, desde que se mantenha no mesmo número de velocidades (ex: 12v).

Pode perfeitamente montar uma corrente Dura-Ace num grupo 105 para ganhar em fluidez, ou uma cassete 105 num Ultegra para reduzir os custos de manutenção.

A mudança para o elétrico (Di2) traz um ganho real de desempenho?

Absolutamente. O Di2 elimina os saltos de corrente e as desregulagens relacionadas com o desgaste dos cabos. Permite uma mudança de velocidade ultra-rápida e precisa, mesmo com luvas ou em esforço intenso, sem qualquer esforço físico nos manetes.

Em termos de manutenção, também se elimina toda a parte de cablagem.

Por fim, em termos estéticos, não sabemos quanto a vocês, mas nós adoramos o sem-fios.

O grupo Shimano 105 ainda existe em versão mecânica?

Sim, a Shimano lançou recentemente uma versão 105 mecânica a 12 velocidades (R7100) para responder aos ciclistas que preferem a simplicidade de manutenção e a autonomia total sem bateria.

O Ultegra Di2 muda as velocidades mais rapidamente do que o 105 Di2?

Nas últimas gerações de 12 velocidades, a velocidade de mudança de pinhão é praticamente idêntica. A diferença reside no peso e nas opções de personalização (botões adicionais no topo dos manetes do Ultegra para controlar um contador GPS).

Por que razão o Dura-Ace é tão caro em comparação com o Ultegra?

O custo explica-se pela utilização de materiais raros (titânio, carbono de alta densidade) e processos de maquinagem mais complexos para ganhar os últimos gramas mantendo uma rigidez máxima.

A manutenção de um grupo Di2 é complexa?

Pelo contrário, é mais simples. Uma vez configurado através da aplicação E-Tube, não necessita de mais ajustes.

Basta recarregar a bateria (a cada 2000 a 3000 km aproximadamente) e manter a transmissão limpa e lubrificada.

É possível misturar componentes mecânicos e elétricos?

Não. Os desviadores elétricos necessitam de uma bateria, cabos específicos (ou sem fios) e manetes Di2. São absolutamente incompatíveis com os manetes de acionamento por cabo.

Que cassete escolher: 11-30 ou 11-34?

A 11-30 é ideal para percursos planos ou ondulados com saltos de pinhão mais fluidos.

A 11-34 é recomendada para a alta montanha, oferecendo uma relação mais suave para subir pendentes elevadas.

A travagem a disco é obrigatória nos novos grupos?

A Shimano concentra as suas inovações no disco. Embora o Dura-Ace e o Ultegra ainda existam em versão de patilhas (Rim brakes) para os puristas, o desenvolvimento tecnológico principal (nomeadamente no Di2 12v) está otimizado para a travagem hidráulica.