Como escolher o seu pedivela de BTT?

Como escolher o seu pedivela de BTT?

Pedivela de BTT triplo, duplo ou mono? Eixo Hollowtech II, GXP ou BB30? Há muito com que se perder nesta selva de padrões... Eis o que o ajudará a orientar-se.

Os padrões

  • Os tipos de eixos: Hollowtech, GXP, BB30,...
  • O número de pratos: 1, 2 ou 3
  • A compatibilidade com o número de velocidades: 9, 10, 11 ou 12
  • O comprimento das manivelas: 165, 170 ou 175 mm
  • O Factor Q
  • As dentições

Os tipos de pedivela

O primeiro elemento a considerar na escolha do pedivela é a caixa de pedaleiro do seu quadro. Com efeito, consoante as marcas, existem diferentes padrões de eixo. Para o ajudar a identificar o que necessita, eis a lista dos mais comuns:

No caso em que o eixo do pedivela faz parte da caixa de pedaleiro:

  • a Octalink 2.ª versão: eixo cilíndrico, 8 estrias de 9 mm de comprimento.
  • b Quadrado ISO: eixo quadrado cónico de 12,5 mm na extremidade do eixo.

No caso em que o eixo do pedivela faz parte do pedivela, também chamado eixo passante:

Hollowtech II, X-type, Megaexo
Eixo de 24 mm de diâmetro a.
GXP
Eixo de 22 mm de diâmetro à esquerda b1,
24 mm à direita b2.
BB30
Eixo de 30 mm de diâmetro c.
SRAM Dub
Eixo de 28,99 mm de diâmetro c.
PRAXIS M30
Eixo de 28 mm de diâmetro à esquerda e1,
30 mm à direita e2.

 

 

 

LEMBRETE: para uma BTT com uma caixa de pedaleiro para aparafusar tipo BSC, no caso do Hollowtech II, X-type, Megaexo e GPX existem 2 comprimentos de eixo consoante a caixa do quadro. O eixo pode ter aproximadamente 115 mm para uma caixa de pedaleiro de 68/73 mm ou aproximadamente 130 mm para uma caixa de 83 mm.

Atenção, em Fat Bikes, existem 2 padrões de comprimento de eixo de pedaleiro que diferem consoante o comprimento do eixo da roda traseira.

Para o número de pratos, a tendência atual é limitar o número de pratos na frente e aumentar o número de velocidades atrás. Com efeito, ao diminuir o número de pratos na frente, eliminam-se os duplicados de velocidades e melhora-se a durabilidade da transmissão. Atualmente, a transmissão ideal é o 1x12 velocidades: relações progressivas, nenhum duplicado, mais simples, mais fiável e mais leve.

Tal como o resto da transmissão, o pedivela está previsto para funcionar sob um padrão de velocidades, não podendo portanto associar um pedivela de 9 velocidades com uma transmissão de 10V, por exemplo.

Terá à sua escolha vários comprimentos de manivelas entre 165, 170 e 175 mm. É importante ter um comprimento de manivelas proporcional ao tamanho das suas pernas.

Para encontrar o comprimento de manivelas que lhe corresponde, eis o cálculo:

  • Entreperna de menos de 81 cm: manivelas de 165 mm.
  • Entreperna entre 81 e 86 cm: manivelas de 170 mm.
  • Entreperna de mais de 86 cm: manivelas de 175 mm.

Recorde-se no entanto que sendo o efeito de alavanca mais importante com manivelas longas, terá menos de forçar; inversamente, se forem curtas terá menos caminho a percorrer para dar uma volta de pedivela, facilitando o aumento da cadência de pedalagem. Mas este fenómeno não é evidente de constatar para um amador.

Para certos modelos, terá também à escolha a distância entre os dois pontos de montagem dos pedais, denominada Q-Factor*. O valor médio é de aproximadamente 170 mm. Acima do valor médio, o pedivela será particularmente largo para mais estabilidade na bicicleta; abaixo, será mais estreito para facilitar a pedalagem.



ATENÇÃO: certos quadros não aceitam um pedivela com um Q-Factor demasiado baixo, caso contrário as manivelas bateriam nas bases do seu quadro.

A dentição dos pedivelas funciona ao inverso das cassetes: quanto menos dentes tiver o prato, menos esforço terá de fazer para rodar as manivelas. Ideal para as subidas!

Qual pedivela para a minha prática?

No caso de uma substituição de pedivela, não terá necessariamente escolha além da qualidade e da dentição. Com efeito, a escolha será feita em função do tipo de caixa de pedaleiro (compatibilidade com o eixo) e do número de pratos/velocidades indicado pelos comandos de velocidades e os desviadores.

Se partir de uma montagem "do zero":

  • Passeio
    Para passeio, um duplo prato dar-lhe-á um máximo de polivalência com uma dentição tipo 24/36 e uma cassete de 11/36. 
  • Cross-Country
    Para saídas de Cross-Country, um competidor apreciará a eficiência e a fiabilidade de uma montagem mono-prato de 32 dentes e uma cassete de 11 velocidades 10/42 ou 11/42, ou mesmo 12 velocidades. Prefira uma BTT semi-rígida com este tipo de montagem para mais reatividade.
  • All-Mountain / Enduro
    Para fazer All-Mountain ou Enduro com a sua BTT de dupla suspensão, ou opta pela fiabilidade com uma montagem de 11 velocidades em mono-prato de 30 dentes, ou é a polivalência que procura graças a uma montagem de duplo prato em 24/38 e uma cassete 11/36.
  • DH / Freeride
    No que diz respeito ao DH / Freeride, a montagem de um mono-prato entre 32 e 38 dentes com guia-corrente é evidente para a fiabilidade.

    VTT - Grupos de Pedivela e Manivelas